Crítica

SALOMÉ (2024) – A ETÉREORIZAÇÃO DO TESÃO

A reimaginação recifense de Salomé é uma realidade autóctone e universal brasileira. A mãe religiosa, as fofocas das senhoras da rua, os conflitos familiares, as relações e afetos construídos em uma vivência queer, noturna, diária. Os elementos e ambientes banais, aos quais somos lançados e identificados por nossas próprias experiências, são configurados como relíquias para contemplação, lenta e demorada. O culto ao tesão rotineiro é expresso com o maravilhamento do supérfluo, isso é estar com tesão.

CLOUD (2024) – O MARKETPLACE, O RIDÍCULO E O ABSURDO DO CAPITAL DIGITAL

Antes de rodarem “Cloud”, foi passado no telão um vídeo do diretor para o público do evento. Em sua fala, destaca sobretudo a necessidade de pensar os absurdos do mundo atual, e a busca dele por fazer um filme com um nível de realidade na qual a moral é ambígua, e que, ao mesmo tempo, funcionasse como uma produção de entretenimento.

VLADIMIR CARVALHO: o protagonismo da marginalidade candanga

Embora o gentílico para os nascidos em Brasília seja “brasiliense”, o termo “candango” acabou por se tornar uma opção tão popular que muitas pessoas nem usam o primeiro, tornando-se uma segunda opção de adjetivo pátrio… Vladimir Carvalho, nome importante da cena documental nacional, ascendeu com um dos nomes do Cinema Novo, participando de produções em sua região. Mas o que um estabelecido documentarista paraibano tem a ver com a história do cinema brasiliense? Muita coisa!

OS FABELMANS: Arte vs. Família

Há mais ou menos 12 anos, o pequenino William assistiu pela primeira vez um filme de Steven Spielberg: Jurassic Park. É indescritível a sensação, mas o pequeno William com certeza sabia, mesmo inconscientemente, que a partir daquele momento, o cinema faria parte da vida dele para sempre. Desde então, Steven Spielberg tem sido o artista que conquistou não só a minha mente e a minha imaginação, mas também o meu coração.

Tem que ser muito “homem” para assistir HOMEM COM H

As cenas de palco são batalhas, não espetáculos; cada performance, um soco no estômago do conservadorismo. As cenas de foda e sexo no meio do filme demonstram não só a época da liberdade sexual, mas a sexualidade em si de Ney Matogrosso, exposto na tela, que se fosse em 3D, talvez, pulássemos lá para foder também.

“You”: O Espelho Sombrio da Sociedade Contemporânea

Se as narrativas contemporâneas refletem a evolução – e os desvios – da sociedade, You (2018-2024) surge como um thriller psicológico perturbadoramente catártico. A série, produzida pela Netflix e baseada nos livros de Caroline Kepnes, expõe com crueza as fissuras de nossa cultura, especialmente no que diz respeito ao amor, à obsessão e à violência romantizada.