GEORGE ROMERO E O DR. FRANKENSTEIN DA EMPATIA
Entre o grotesco e o sublime, George Romero transforma seus zumbis em metáforas da sociedade e da condição humana, questionando os limites da sobrevivência, da barbárie e da empatia diante do outro.
Entre o grotesco e o sublime, George Romero transforma seus zumbis em metáforas da sociedade e da condição humana, questionando os limites da sobrevivência, da barbárie e da empatia diante do outro.
Poucos diretores contemporâneos despertam debates tão intensos quanto Christopher Nolan e é aqui que nasce a necessidade de discutir sobre grandiosidade, profundidade e mediocridade, a partir da jornada épica de Homero. Uma leitura provocativa para quem gosta de pensar o cinema para além do hype.
Partindo da psicanálise lacaniana e da ideia de que o cinema não entrega o desejo, mas ensina a desejar, Ian nos presenteia com esse texto que analisa Teorema, Lua de Fel e De Olhos Bem Fechados como variações de uma mesma inquietação: a descoberta de que aquilo que chamamos de desejo nunca se origina em nós, mas é despertado, moldado ou imposto pela presença, pela palavra ou pela confissão do Outro.
Em uma fábula surreal e inquietante, Viveiro transforma casa, família e trabalho em símbolos de um sistema que aprisiona indivíduos e perpetua ciclos de alienação. Viveiro é desses filmes estranhos que dizem muito, sem dizer quase nada.
Entre explosões de violência e silêncios sufocantes, (HOMENS) Pela Metade investiga como a repressão emocional molda homens que aprenderam a viver distantes de si mesmos.
A expansão das plataformas de streaming reacendeu, no Brasil e no mundo, o debate sobre cultura, mercado e soberania nacional. Mais do que uma discussão sobre entretenimento, o tema envolve disputas econômicas, poder simbólico e políticas públicas de fomento à produção cultural. Ao analisar o caso da Coreia do Sul e o impacto global de sua indústria cultural, o texto aborda os desafios da regulação do streaming e a necessidade de proteger e fortalecer a produção audiovisual nacional diante da concentração das grandes plataformas internacionais.
A indústria audiovisual queer asiática tem conquistado destaque mundial, especialmente no Brasil, ao investir em narrativas diversas e emocionantes. Produções BLs e GLs de países como Tailândia, Taiwan, Japão, China e Coreia do Sul apresentam histórias queer que vão além dos estereótipos, misturando romance, drama, terror e crítica social, além de fortalecerem a conexão emocional com o público por meio da cultura de fandoms.
No Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, refletir sobre o preconceito e suas consequências torna-se ainda mais urgente. Esse texto percorre diferentes produções cinematográficas que abordam as violências sofridas pela população LGBTQIAPN+, especialmente as chamadas “terapias de conversão” e os espaços que prometem uma falsa “cura”. Uma leitura para pensar o papel da arte no enfrentamento ao preconceito, na defesa da diversidade e na construção de uma sociedade mais humana e acolhedora.
O retorno de O Diabo Veste Prada aos cinemas abandona qualquer nostalgia confortável para transformar elegância em sintoma de desgaste. Em O Diabo Veste Prada 2, o universo da moda já não aparece como promessa de ascensão, mas como espaço atravessado pelo medo da irrelevância em uma era dominada por algoritmos, excesso de imagens e reinvenção constante.
Universidade Estadual de Goiás e Instituto Federal de Goiás tem cursos superiores de Cinema, nenhuma dessas pessoas são creditadas na série. Goiás tem pelo menos 4 produtoras de cinema, nenhuma auxiliou ou produziu a série. Walter Salles é da família dona do Itaú, Mendonça Filho foi criado no exterior, 3% é criada por um Espanhol e Emergência Radioativa, série sobre o maior desastre radioativo do mundo, ocorrido em Goiânia, sem nenhum goiano na ficha técnica – é uma boa série para começar questionar até quando?