Opinião

STREAMING, CULTURA E SOBERANIA EM DISPUTA 

A expansão das plataformas de streaming reacendeu, no Brasil e no mundo, o debate sobre cultura, mercado e soberania nacional. Mais do que uma discussão sobre entretenimento, o tema envolve disputas econômicas, poder simbólico e políticas públicas de fomento à produção cultural. Ao analisar o caso da Coreia do Sul e o impacto global de sua indústria cultural, o texto aborda os desafios da regulação do streaming e a necessidade de proteger e fortalecer a produção audiovisual nacional diante da concentração das grandes plataformas internacionais.

A ASCENSÃO DO AUDIOVISUAL QUEER ASIÁTICO

A indústria audiovisual queer asiática tem conquistado destaque mundial, especialmente no Brasil, ao investir em narrativas diversas e emocionantes. Produções BLs e GLs de países como Tailândia, Taiwan, Japão, China e Coreia do Sul apresentam histórias queer que vão além dos estereótipos, misturando romance, drama, terror e crítica social, além de fortalecerem a conexão emocional com o público por meio da cultura de fandoms.

O CINEMA E O COMBATE À HOMOFOBIA

No Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, refletir sobre o preconceito e suas consequências torna-se ainda mais urgente. Esse texto percorre diferentes produções cinematográficas que abordam as violências sofridas pela população LGBTQIAPN+, especialmente as chamadas “terapias de conversão” e os espaços que prometem uma falsa “cura”. Uma leitura para pensar o papel da arte no enfrentamento ao preconceito, na defesa da diversidade e na construção de uma sociedade mais humana e acolhedora.

A ELEGÂNCIA DA OBSOLESCÊNCIA EM O DIABO VESTE PRADA 2 

O retorno de O Diabo Veste Prada aos cinemas abandona qualquer nostalgia confortável para transformar elegância em sintoma de desgaste. Em O Diabo Veste Prada 2, o universo da moda já não aparece como promessa de ascensão, mas como espaço atravessado pelo medo da irrelevância em uma era dominada por algoritmos, excesso de imagens e reinvenção constante.

EMERGÊNCIA RADIOATIVA E A QUESTÃO FUNDAMENTAL: ATÉ QUANDO?

Universidade Estadual de Goiás e Instituto Federal de Goiás tem cursos superiores de Cinema, nenhuma dessas pessoas são creditadas na série. Goiás tem pelo menos 4 produtoras de cinema, nenhuma auxiliou ou produziu a série. Walter Salles é da família dona do Itaú, Mendonça Filho foi criado no exterior, 3% é criada por um Espanhol e Emergência Radioativa, série sobre o maior desastre radioativo do mundo, ocorrido em Goiânia, sem nenhum goiano na ficha técnica – é uma boa série para começar questionar até quando?

ANTES DA ESTATUETA, A CONSAGRAÇÃO: O BRASIL NO OSCAR 2026

O cinema brasileiro vive um momento histórico — e este texto é um convite para refletir além das premiações.
Entre conquistas inéditas, memória, identidade cultural e o fortalecimento da nossa indústria audiovisual, esse ensaio propõe um olhar sensível e crítico sobre o impacto das indicações e vitórias recentes para o Brasil e para o mundo.

Um gay falando de um gay dentro de uma narrativa assassina: o dia que Ryan Murphy foi longe demais

Ryan Murphy foi longe demais. O queridinho de Hollywood, que já transformou o drama adolescente em hino gay e o terror em espetáculo pop, agora brinca perigosamente com os limites da representação — e do bom senso. Em sua nova empreitada, o mesmo criador que nos deu Glee e American Horror Story decide misturar a história de um assassino sádico com a de um ator gay reprimido, confundindo monstruosidade com sexualidade. O resultado? Um delírio audiovisual que beira o insulto — e revela o abismo entre genialidade e irresponsabilidade artística.

A substância (2024)

A interpretação realista de uma história fantástica supôs a dicotomia entre duas gerações de mulheres, leitura como que imposta pelo filme. Se assim fosse, tudo se resolveria na fantasia interdita para a primeira e realizada pelo duplo. A confusão surge de uma tentativa legítima por um acerto.