GEORGE ROMERO E O DR. FRANKENSTEIN DA EMPATIA
Entre o grotesco e o sublime, George Romero transforma seus zumbis em metáforas da sociedade e da condição humana, questionando os limites da sobrevivência, da barbárie e da empatia diante do outro.
Entre o grotesco e o sublime, George Romero transforma seus zumbis em metáforas da sociedade e da condição humana, questionando os limites da sobrevivência, da barbárie e da empatia diante do outro.
Poucos diretores contemporâneos despertam debates tão intensos quanto Christopher Nolan e é aqui que nasce a necessidade de discutir sobre grandiosidade, profundidade e mediocridade, a partir da jornada épica de Homero. Uma leitura provocativa para quem gosta de pensar o cinema para além do hype.
Entre rap, identidade cultural e repressão, Kneecap (2024) revela como a música pode se transformar em instrumento de resistência política, preservação linguística e enfrentamento às estruturas de poder.
Uma nova chamada pública de coprodução cria pontes entre as indústrias audiovisuais dos dois países e aposta no cinema como instrumento de colaboração, circulação cultural e alcance internacional
Esse texto é uma reflexão sensível sobre Vivre Sa Vie (1962), de Jean-Luc Godard, que investiga a liberdade formal do cinema, a construção da personagem Nana e as possibilidades estéticas e existenciais abertas pela imagem cinematográfica.
Entre melodrama, ocupação colonial e coletividade, The Flower Girl constrói uma imagem simbólica da identidade do povo coreano sob dominação japonesa.
Do princípio formulado por Anton Pavlovitch Tchekhov ao terror contemporâneo, este é um texto investiga como promessas narrativas moldam o suspense e dão sentido ao caos. Ao analisar Obsessão, este ensaio revela como detalhes mínimos sustentam toda a engrenagem dramática. Entre teoria, exemplo e provocação.
Nosso último texto da cobertura do Festival Internacional de Cinema em Curitiba, Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha (2026), encerra esse nosso percurso de 2026 celebrando o vencedor do Prêmio Olhar de Melhor Filme na Competitiva Brasileira: um filme afetivo que transforma o delírio, a memória e a ausência em matéria de viagem, convidando o espectador a olhar para dentro antes de seguir adiante.
Quase Inverno (2026) transpõe o melodrama clássico para o interior do Paraná durante a ditadura militar, acompanhando o reencontro de três irmãs e um irmão em torno da iminente morte da mãe, acometida por demência. Quase inverno é um melodrama familiar sobre heranças malditas, traumas não ditos e o peso de uma história que insiste em não passar, mesmo quando o afeto tenta sobreviver.
Em Adulto/Homem (2026), acompanhamos, em um único plano-sequência, uma fila de audição para um papel nunca revelado. A câmera percorre rostos, silêncios, ensaios e confidências de atores que esperam por uma chance, enquanto expõem suas trajetórias, frustrações e a urgência de continuar existindo pela arte. Adulto/Homem transforma uma simples audição em um espelho doloroso da precarização da arte e da humanidade perdida no sistema que explora sonhos.