Victor Finkler Lachowski

Doutorando em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Paraná (PPGCOM-UFPR), vinculado à linha de pesquisa Comunicação e Cultura; Mestre em Comunicação (PPGCOM-UFPR); Bacharel em Publicidade Propaganda (UFPR). Integrante do NEFICS - Núcleo de Estudos de Ficção Seriada e Audiovisualidades (UFPR/PPGCOM-UFPR/CNPq). Sócio da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE). Bolsista CAPES-DS. Escritor, Roteirista e Redator. Autor da coletânea de contos "O Insosso e o Insólito entre os Pinheirais". Escritor da Revista Película (ISSN: 3085-6183). Pesquisador nas áreas de: Comunicação; Cinema; Cultura; Narrativas Audiovisuais; Narrativas Midiáticas e Comunicação Política.

QUASE INVERNO (2026) – QUASE MELODRAMA

Quase Inverno (2026) transpõe o melodrama clássico para o interior do Paraná durante a ditadura militar, acompanhando o reencontro de três irmãs e um irmão em torno da iminente morte da mãe, acometida por demência. Quase inverno é um melodrama familiar sobre heranças malditas, traumas não ditos e o peso de uma história que insiste em não passar, mesmo quando o afeto tenta sobreviver.

REPARAÇÃO (2026) – ENTERRADO VIVO E ENFERRUJADO

Entre fragmentos de memória, ferrugem e luto, Reparação constrói um retrato sensível da deterioração dos corpos, da cidade e dos afetos. Misturando autobiografia e ficção, o filme acompanha Marcus em seu enfrentamento com a perda dos pais, a herança simbólica da dor e a tentativa incessante de restaurar aquilo que o tempo, a maresia e a morte insistem em corroer. Em imagens em preto e branco, a obra transforma o desgaste em linguagem e a ruína em possibilidade de escuta.

FUTURO FUTURO (2025) – A IA SONHA O ÚLTIMO SONHO DA HUMANIDADE

Vencedor do prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília de 2025, o longa Futuro Futuro (2025) utiliza os códigos da ficção científica para construir uma crítica ao capitalismo contemporâneo, explorando um futuro em que a IA não apenas substitui o trabalho, mas passa a colonizar os sonhos, as memórias e as possibilidades de transformação social.

APARIÇÃO: O REFLEXO DE SI E AS ONDAS DA VIDA

O Vencedor de Melhor Curta de Ficção do 2º Prêmio de Curtas-Metragens Coletivo Cine-Fórum 2026, Aparição, nos leva a calmaria do mar e os reflexos da água conduzem uma narrativa sensível sobre infância, identidade e amadurecimento, revelando os conflitos entre afeto, rigidez familiar e a busca por se reconhecer em meio às imposições da vida e também da existência.

CORPOS SANTOS: O CORPO SANTO É O CORPO PROFANO

O Vencedor de Melhor Curta Experimental do 2º Prêmio de Curtas-Metragens Coletivo Cine-Fórum 2026, Corpos Santos (2026), explora as relações entre corpo, desejo, religiosidade, identidade e liberdade, propondo uma reflexão sensorial sobre a experiência humana, a culpa, o prazer e as múltiplas formas de existência e resistência dos corpos.

DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL (2026) – TODO MUNDO DEVE PARA ALGUÉM

Dinheiro Na Mão é Vendaval (2026) nos joga em uma Curitiba onde dívida, poder e sobrevivência se misturam na trajetória de Fino, um homem à beira do colapso. Entre violência, afeto e crítica social, o curta revela um mundo onde “todo mundo deve pra alguém”. Um universo tenso, humano e profundamente atual, explorando trabalho, desigualdade e as contradições do capitalismo. Vem ler a crítica completa.

APENAS COISAS BOAS (2025) – O AMOR É UM ACIDENTE QUE NÃO SUPORTA A TUDO

O amor é como um acidente, é vigiado por curiosos e pessoas com más intenções. Amor é o que te prende aqui? “Aqui não tem nada pra você”. Ter. Amor que desliza a mão pela pele, pelo sexo e beija os pés. Acorda preocupado e olha para o horizonte, tem medo de ser abandonado e numa manta é abraçado.

CAIS (2025) – O TEMPO É TUDO, O TEMPO É

“O Tempo é o Senhor da existência”, declara um dos antigos, um dos personagens que ensina dúvidas à Safira Moreira sobre o que é a vida, a morte, o amor, o que foi, o que se é, e o que será. “Cais” (2025), segundo a própria diretora, após a sessão de exibição no 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, “gera mais perguntas que respostas”.