DROGAS, REVOLTA E REPRESSÃO EM KNEECAP (2024)
Entre rap, identidade cultural e repressão, Kneecap (2024) revela como a música pode se transformar em instrumento de resistência política, preservação linguística e enfrentamento às estruturas de poder.
Entre rap, identidade cultural e repressão, Kneecap (2024) revela como a música pode se transformar em instrumento de resistência política, preservação linguística e enfrentamento às estruturas de poder.
A expansão das plataformas de streaming reacendeu, no Brasil e no mundo, o debate sobre cultura, mercado e soberania nacional. Mais do que uma discussão sobre entretenimento, o tema envolve disputas econômicas, poder simbólico e políticas públicas de fomento à produção cultural. Ao analisar o caso da Coreia do Sul e o impacto global de sua indústria cultural, o texto aborda os desafios da regulação do streaming e a necessidade de proteger e fortalecer a produção audiovisual nacional diante da concentração das grandes plataformas internacionais.
A indústria audiovisual queer asiática tem conquistado destaque mundial, especialmente no Brasil, ao investir em narrativas diversas e emocionantes. Produções BLs e GLs de países como Tailândia, Taiwan, Japão, China e Coreia do Sul apresentam histórias queer que vão além dos estereótipos, misturando romance, drama, terror e crítica social, além de fortalecerem a conexão emocional com o público por meio da cultura de fandoms.
Se você pensa que já viu todas as combinações possíveis de religião e terror psicológico, Saint Maud (2019), estreia de Rose Glass, prova que a mente humana ainda guarda mistérios capazes de perturbar e fascinar. Mergulhando na psique de Maud, uma jovem enfermeira obcecada por salvar a alma de sua paciente Amanda, o filme explora solidão, fanatismo e decadência mental com uma estética cuidadosa e uma tensão crescente que vai muito além do susto fácil. Entre sombras, orações e delírios, Glass cria um suspense que desafia nossa percepção da fé e da moral, oferecendo uma experiência visual e sonora que incomoda e hipnotiza.
Extermínio – Cachoeira do Sul é mais do que um filme, é um chamado à consciência, à empatia e à ação sobre o extermínio de pessoas trans.
É urgente assisti-lo. É urgente ouvi-lo. É urgente não esquecer Nickolle e todas as outras que antes dela vieram. Isso é cinema urgente.
Com direção precisa, adaptação sólida, elenco bem escalado, atuações marcantes, um jogo de câmeras inteligente e uma fotografia que beira o Oscar, O Instituto merecia ser uma série globalmente conhecida, lançada em uma plataforma mais acessível. Mas talvez — só talvez — o fato de estar em um streaming de nicho a transforme, um dia, em uma obra-prima esquecida no tempo. Daquelas que a gente redescobre por acaso e revive com entusiasmo, como tantas outras já ressurgiram.
Percussora da Nouvelle Vague, Agnès Varda é muito conhecida pelos seus filmes Cleo das 5 às 7 (1961), Uma Canta, a Outra Não (1976) e Os Renegados (1985). No âmbito dos filmes de ficção, ela já inovava no que se chamava cinema de autor. Acumulando funções na realização dos seus filmes, Agnès Varda muitas vezes foi produtora, roteirista, diretora e até montadora.