Película

Revista independente, em formato blog, sobre cinema e audiovisual. Selo Editorial Coletivo Cine-Fórum®. Cursos acessíveis para amantes da sétima arte.

FIZ UM FOGUETE IMAGINANDO QUE VOCÊ VINHA (2026) – UMA BOA VIAGEM

Nosso último texto da cobertura do Festival Internacional de Cinema em Curitiba, Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha (2026), encerra esse nosso percurso de 2026 celebrando o vencedor do Prêmio Olhar de Melhor Filme na Competitiva Brasileira: um filme afetivo que transforma o delírio, a memória e a ausência em matéria de viagem, convidando o espectador a olhar para dentro antes de seguir adiante.

ADULTO/HOMEM (2026) – FALHAMOS COM OS ATORES

Em Adulto/Homem (2026), acompanhamos, em um único plano-sequência, uma fila de audição para um papel nunca revelado. A câmera percorre rostos, silêncios, ensaios e confidências de atores que esperam por uma chance, enquanto expõem suas trajetórias, frustrações e a urgência de continuar existindo pela arte. Adulto/Homem transforma uma simples audição em um espelho doloroso da precarização da arte e da humanidade perdida no sistema que explora sonhos.

A NOITE E OS DIAS DE MIGUEL BURNIER (2026) – MENTE VAZIA É OFICINA DA GERDAU

A Noite e os Dias de Miguel Burnier observa o cotidiano rarefeito de uma cidade mineira quase apagada pela mineração. Entre casas abandonadas, memórias fragmentadas e gestos mínimos de convivência, o documentário revela vidas suspensas num presente sem futuro, onde o capital ocupa o horizonte, substitui a fé e transforma a riqueza natural em ruína social.

A HOLANDESINHA (2026) – CINEMA É SONHO QUE SE SONHA JUNTO

A Holandesinha é um documentário em metalinguagem que acompanha o processo criativo e humano de Luiza Godoi na realização de seu curta-metragem. Entre pré-produção, gravações e decisões de set, o filme constrói um retrato íntimo do amadurecimento de uma jovem diretora, revelando o cinema como prática coletiva, espaço de afeto e exercício constante de adaptação, escuta e sonho compartilhado.

OUTROS ABRIGOS: A PERIFERIA TÁ ACIMA DO MUNDO

O lar fragmentado pela vulnerabilidade social encontram, nos afetos e nas redes de apoio, novas formas de pertencimento e esperança. Entre memórias, desafios e sonhos, o documentário Outros Abrigos, revela a potência transformadora da periferia e a construção de futuros possíveis. Uma história sobre resistência, dignidade e a coragem de imaginar horizontes maiores que as desigualdades.

À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964): o clássico brasileiro de Mojica

Entre o medo, a censura e a genialidade, este texto revisita Zé do Caixão como muito mais que um ícone folclórico: um gesto radical de cinema brasileiro. Uma leitura que revela como José Mojica Marins criou um terror enraizado em nossas crenças, medos e contradições. Clique e descubra por que À Meia-Noite Levarei Sua Alma segue perturbando — e orgulhando — o imaginário nacional.

Saint Maud (2019) – o isolamento e a religião em uma mente decadente

Se você pensa que já viu todas as combinações possíveis de religião e terror psicológico, Saint Maud (2019), estreia de Rose Glass, prova que a mente humana ainda guarda mistérios capazes de perturbar e fascinar. Mergulhando na psique de Maud, uma jovem enfermeira obcecada por salvar a alma de sua paciente Amanda, o filme explora solidão, fanatismo e decadência mental com uma estética cuidadosa e uma tensão crescente que vai muito além do susto fácil. Entre sombras, orações e delírios, Glass cria um suspense que desafia nossa percepção da fé e da moral, oferecendo uma experiência visual e sonora que incomoda e hipnotiza.