Coluna

“FAZER CINEMA NA QUEBRADA É CONSTRUIR PEQUENOS MUSEUS” – UMA ENTREVISTA COM QUEM FAZ DA PERIFA UM ESPAÇO AUDIOVISUAL

Com foco em produções independentes feitas nas periferias de São Paulo, onde cineastas brilhantes jogam suas lentes sobre as mais diversas narrativas, colocando a quebrada em seu devido lugar de protagonismo. […] O cineasta Lincoln Péricles, referência nessa nova onda do cinema, disse em uma entrevista que “Fazer Cinema na Quebrada é construir pequenos museus”. Essa frase reflete o objetivo e o compromisso da mostra em criar memórias e vivências a partir da potência criativa do cinema.

EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO

No primeiro longa-metragem colorido de Renoir, está imposto uma hiper plasticidade da imagem cinematográfica, que remete a um certo tom onírico, uma vez que há um forte encontro de cores potentes, claras e diferentes, uma sensação de tempo suspenso, uma narrativa que revela um homem que parece vir além do horizonte do rio, de lugar nenhum, que chega e muda a vida de todas as pessoas envolvidas.