Película

Revista independente, em formato blog, sobre cinema e audiovisual. Selo Editorial Coletivo Cine-Fórum®. Cursos acessíveis para amantes da sétima arte.

A substância (2024)

A interpretação realista de uma história fantástica supôs a dicotomia entre duas gerações de mulheres, leitura como que imposta pelo filme. Se assim fosse, tudo se resolveria na fantasia interdita para a primeira e realizada pelo duplo. A confusão surge de uma tentativa legítima por um acerto.

O DIREITO AO ÓCIO EM DIAS DE GREVE

O cineasta parece querer mostrar ao mundo os sentimentos dos oprimidos, revelar ao mundo que a periferia, que a margem, sofre. E nisso Queiroz não tem como errar, pois quando fala em nome de Ceilândia, ele fala de si próprio.

FÚRIA PRIMITIVA (2004) – COMO DEV PATEL USOU A AÇÃO PARA FALAR DE OPRESSÃO E CULTURA

A cinematografia é cuidadosa dentro do possível, tem uma ótima fotografia que destaca a cidade e a ambientação, as coreografias são frenéticas e às vezes absurdas, mas estamos prontos para isso. O filme é forte também ao pinçar e misturar aspectos de diferentes cinemas sem causar estranheza no público ocidental, sabendo como usar o melhor de cada um. E ele se esforça também para falar sobre os dramas sociais e o poder opressor do governo […]

EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO

No primeiro longa-metragem colorido de Renoir, está imposto uma hiper plasticidade da imagem cinematográfica, que remete a um certo tom onírico, uma vez que há um forte encontro de cores potentes, claras e diferentes, uma sensação de tempo suspenso, uma narrativa que revela um homem que parece vir além do horizonte do rio, de lugar nenhum, que chega e muda a vida de todas as pessoas envolvidas.

VLADIMIR CARVALHO: o protagonismo da marginalidade candanga

Embora o gentílico para os nascidos em Brasília seja “brasiliense”, o termo “candango” acabou por se tornar uma opção tão popular que muitas pessoas nem usam o primeiro, tornando-se uma segunda opção de adjetivo pátrio… Vladimir Carvalho, nome importante da cena documental nacional, ascendeu com um dos nomes do Cinema Novo, participando de produções em sua região. Mas o que um estabelecido documentarista paraibano tem a ver com a história do cinema brasiliense? Muita coisa!

SHAME E O MARTÍRIO DO PRAZER

São poucos os filmes que conseguem retratar tão bem um período ou uma época. Shame (2011) é um filme que aborda sem pudores algumas feridas da sociedade moderna, como a solidão, o individualismo, a busca pelo prazer e os vícios que chegam a provocar vergonha.

Código Preto

Para uma história que recorre à figura do espião, Código Preto (Black Bag, 2025, de Steven Soderbergh) dispõe de uma encenação manhosa. Afinal, entre os heróis possíveis, não existiria nenhum mais solitário.

OS FABELMANS: Arte vs. Família

Há mais ou menos 12 anos, o pequenino William assistiu pela primeira vez um filme de Steven Spielberg: Jurassic Park. É indescritível a sensação, mas o pequeno William com certeza sabia, mesmo inconscientemente, que a partir daquele momento, o cinema faria parte da vida dele para sempre. Desde então, Steven Spielberg tem sido o artista que conquistou não só a minha mente e a minha imaginação, mas também o meu coração.

Agnès Varda: O Documentário Como Escrita de Si

Percussora da Nouvelle Vague, Agnès Varda é muito conhecida pelos seus filmes Cleo das 5 às 7 (1961), Uma Canta, a Outra Não (1976) e Os Renegados (1985). No âmbito dos filmes de ficção, ela já inovava no que se chamava cinema de autor. Acumulando funções na realização dos seus filmes, Agnès Varda muitas vezes foi produtora, roteirista, diretora e até montadora.