Crítica

EXISTE VIDA ALÉM DA NETFLIX: O INSTITUTO (2025), de Stephen King na MGM+, uma obra quase prima

Com direção precisa, adaptação sólida, elenco bem escalado, atuações marcantes, um jogo de câmeras inteligente e uma fotografia que beira o Oscar, O Instituto merecia ser uma série globalmente conhecida, lançada em uma plataforma mais acessível. Mas talvez — só talvez — o fato de estar em um streaming de nicho a transforme, um dia, em uma obra-prima esquecida no tempo. Daquelas que a gente redescobre por acaso e revive com entusiasmo, como tantas outras já ressurgiram.

A substância (2024)

A interpretação realista de uma história fantástica supôs a dicotomia entre duas gerações de mulheres, leitura como que imposta pelo filme. Se assim fosse, tudo se resolveria na fantasia interdita para a primeira e realizada pelo duplo. A confusão surge de uma tentativa legítima por um acerto.

APOCALIPSE NOS TRÓPICOS, DE PETRA COSTA (2024): O BRASIL QUE REZOU PELA PRÓPRIA MORTE

Se em Democracia em Vertigem Petra explorou o impeachment de Dilma, aqui ela vai além. Apocalipse nos Trópicos é seu filme mais perigoso porque expõe, sem metáforas, o que acontece quando religião e política se tornam armas. E, ao fazê-lo, Petra Costa não apenas conta uma história, mas toca em pontos espinhosos — ela acende um alerta. Resta saber se estamos dispostos a ver, ouvir e falar sobre isso.

FÚRIA PRIMITIVA (2004) – COMO DEV PATEL USOU A AÇÃO PARA FALAR DE OPRESSÃO E CULTURA

A cinematografia é cuidadosa dentro do possível, tem uma ótima fotografia que destaca a cidade e a ambientação, as coreografias são frenéticas e às vezes absurdas, mas estamos prontos para isso. O filme é forte também ao pinçar e misturar aspectos de diferentes cinemas sem causar estranheza no público ocidental, sabendo como usar o melhor de cada um. E ele se esforça também para falar sobre os dramas sociais e o poder opressor do governo […]

CAIS (2025) – O TEMPO É TUDO, O TEMPO É

“O Tempo é o Senhor da existência”, declara um dos antigos, um dos personagens que ensina dúvidas à Safira Moreira sobre o que é a vida, a morte, o amor, o que foi, o que se é, e o que será. “Cais” (2025), segundo a própria diretora, após a sessão de exibição no 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, “gera mais perguntas que respostas”.