Crítica

O DESEJO QUE NUNCA FOI NOSSO: PASOLINI, POLANSKI E KUBRICK SOB O OLHAR DE LACAN

Partindo da psicanálise lacaniana e da ideia de que o cinema não entrega o desejo, mas ensina a desejar, Ian nos presenteia com esse texto que analisa Teorema, Lua de Fel e De Olhos Bem Fechados como variações de uma mesma inquietação: a descoberta de que aquilo que chamamos de desejo nunca se origina em nós, mas é despertado, moldado ou imposto pela presença, pela palavra ou pela confissão do Outro.

OUTROS ABRIGOS: A PERIFERIA TÁ ACIMA DO MUNDO

O lar fragmentado pela vulnerabilidade social encontram, nos afetos e nas redes de apoio, novas formas de pertencimento e esperança. Entre memórias, desafios e sonhos, o documentário Outros Abrigos, revela a potência transformadora da periferia e a construção de futuros possíveis. Uma história sobre resistência, dignidade e a coragem de imaginar horizontes maiores que as desigualdades.

APARIÇÃO: O REFLEXO DE SI E AS ONDAS DA VIDA

O Vencedor de Melhor Curta de Ficção do 2º Prêmio de Curtas-Metragens Coletivo Cine-Fórum 2026, Aparição, nos leva a calmaria do mar e os reflexos da água conduzem uma narrativa sensível sobre infância, identidade e amadurecimento, revelando os conflitos entre afeto, rigidez familiar e a busca por se reconhecer em meio às imposições da vida e também da existência.

CORPOS SANTOS: O CORPO SANTO É O CORPO PROFANO

O Vencedor de Melhor Curta Experimental do 2º Prêmio de Curtas-Metragens Coletivo Cine-Fórum 2026, Corpos Santos (2026), explora as relações entre corpo, desejo, religiosidade, identidade e liberdade, propondo uma reflexão sensorial sobre a experiência humana, a culpa, o prazer e as múltiplas formas de existência e resistência dos corpos.

O CINEMA E O COMBATE À HOMOFOBIA

No Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, refletir sobre o preconceito e suas consequências torna-se ainda mais urgente. Esse texto percorre diferentes produções cinematográficas que abordam as violências sofridas pela população LGBTQIAPN+, especialmente as chamadas “terapias de conversão” e os espaços que prometem uma falsa “cura”. Uma leitura para pensar o papel da arte no enfrentamento ao preconceito, na defesa da diversidade e na construção de uma sociedade mais humana e acolhedora.

A ELEGÂNCIA DA OBSOLESCÊNCIA EM O DIABO VESTE PRADA 2 

O retorno de O Diabo Veste Prada aos cinemas abandona qualquer nostalgia confortável para transformar elegância em sintoma de desgaste. Em O Diabo Veste Prada 2, o universo da moda já não aparece como promessa de ascensão, mas como espaço atravessado pelo medo da irrelevância em uma era dominada por algoritmos, excesso de imagens e reinvenção constante.

BOM TRABALHO (1999) E O ESTUDO DA MASCULINIDADE

O que Bom Trabalho nos deixa claro é que os homens, na verdade, ainda têm muito a aprender sobre eles mesmos, principalmente com as mulheres. E que muito do que forma o ideal de um homem é extremamente prejudicial; que o machismo é ruim até para os próprios homens.

DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL (2026) – TODO MUNDO DEVE PARA ALGUÉM

Dinheiro Na Mão é Vendaval (2026) nos joga em uma Curitiba onde dívida, poder e sobrevivência se misturam na trajetória de Fino, um homem à beira do colapso. Entre violência, afeto e crítica social, o curta revela um mundo onde “todo mundo deve pra alguém”. Um universo tenso, humano e profundamente atual, explorando trabalho, desigualdade e as contradições do capitalismo. Vem ler a crítica completa.