Ensaio

O MENINO QUE DESCOBRIU O VENTO

Entre o cinema, a educação e as urgências climáticas, O Menino que Descobriu o Vento ganha uma leitura que vai além da tela. Neste ensaio crítico, a obra dirigida e protagonizada por Chiwetel Ejiofor é analisada como ferramenta pedagógica, experiência formativa e reflexão política sobre desigualdade, juventude e meio ambiente.

ANTES DA ESTATUETA, A CONSAGRAÇÃO: O BRASIL NO OSCAR 2026

O cinema brasileiro vive um momento histórico — e este texto é um convite para refletir além das premiações.
Entre conquistas inéditas, memória, identidade cultural e o fortalecimento da nossa indústria audiovisual, esse ensaio propõe um olhar sensível e crítico sobre o impacto das indicações e vitórias recentes para o Brasil e para o mundo.

Quando o trauma não passa: Godzilla Minus One e a recusa da catarse

E se o verdadeiro monstro não fosse a destruição, mas aquilo que insiste em não passar? Aqui, Godzilla deixa de ser apenas ameaça física e se torna a materialização de uma ferida histórica que retorna sem aviso — e sem catarse. Um convite à leitura que troca o espetáculo pela reflexão e pergunta, sem concessões: o que significa seguir vivo quando o passado se recusa a ficar para trás?

Código Preto

Para uma história que recorre à figura do espião, Código Preto (Black Bag, 2025, de Steven Soderbergh) dispõe de uma encenação manhosa. Afinal, entre os heróis possíveis, não existiria nenhum mais solitário.

O amor no fim do tempo em Amour e Vortex

Amar é uma atividade repulsiva. Os filmes Amour (Michael Haneke, 2012) e Vortex (Gaspar Noé, 2021) apresentam, sob ópticas estéticas distintas, figurações do fim da vida e da progressiva dissolução subjetiva e corporal provocada pela velhice, pela doença e pela morte.

Agnès Varda: O Documentário Como Escrita de Si

Percussora da Nouvelle Vague, Agnès Varda é muito conhecida pelos seus filmes Cleo das 5 às 7 (1961), Uma Canta, a Outra Não (1976) e Os Renegados (1985). No âmbito dos filmes de ficção, ela já inovava no que se chamava cinema de autor. Acumulando funções na realização dos seus filmes, Agnès Varda muitas vezes foi produtora, roteirista, diretora e até montadora.

“O Desprezo”, de Jean-Luc Godard

Considerado um dos melhores filmes realizados por Godard no auge de sua carreira, sendo o sexto longa-metragem dos dezessete produzidos entre os anos de 1959 e 1968, O desprezo é um filme sobre o cinema: sobre as pessoas que fazem filmes, sobre aquilo que é projetado nas grandes telas dos cinemas e sobre aqueles que ocupam seus assentos para contemplarem a esses filmes. Indo além, o filme é sobre um casamento e sua ruína, entre marido e esposa, ou entre a arte francesa com seu capital nacional.