Opinião

EMERGÊNCIA RADIOATIVA E A QUESTÃO FUNDAMENTAL: ATÉ QUANDO?

Universidade Estadual de Goiás e Instituto Federal de Goiás tem cursos superiores de Cinema, nenhuma dessas pessoas são creditadas na série. Goiás tem pelo menos 4 produtoras de cinema, nenhuma auxiliou ou produziu a série. Walter Salles é da família dona do Itaú, Mendonça Filho foi criado no exterior, 3% é criada por um Espanhol e Emergência Radioativa, série sobre o maior desastre radioativo do mundo, ocorrido em Goiânia, sem nenhum goiano na ficha técnica – é uma boa série para começar questionar até quando?

ANTES DA ESTATUETA, A CONSAGRAÇÃO: O BRASIL NO OSCAR 2026

O cinema brasileiro vive um momento histórico — e este texto é um convite para refletir além das premiações.
Entre conquistas inéditas, memória, identidade cultural e o fortalecimento da nossa indústria audiovisual, esse ensaio propõe um olhar sensível e crítico sobre o impacto das indicações e vitórias recentes para o Brasil e para o mundo.

Um gay falando de um gay dentro de uma narrativa assassina: o dia que Ryan Murphy foi longe demais

Ryan Murphy foi longe demais. O queridinho de Hollywood, que já transformou o drama adolescente em hino gay e o terror em espetáculo pop, agora brinca perigosamente com os limites da representação — e do bom senso. Em sua nova empreitada, o mesmo criador que nos deu Glee e American Horror Story decide misturar a história de um assassino sádico com a de um ator gay reprimido, confundindo monstruosidade com sexualidade. O resultado? Um delírio audiovisual que beira o insulto — e revela o abismo entre genialidade e irresponsabilidade artística.

A substância (2024)

A interpretação realista de uma história fantástica supôs a dicotomia entre duas gerações de mulheres, leitura como que imposta pelo filme. Se assim fosse, tudo se resolveria na fantasia interdita para a primeira e realizada pelo duplo. A confusão surge de uma tentativa legítima por um acerto.

VLADIMIR CARVALHO: o protagonismo da marginalidade candanga

Embora o gentílico para os nascidos em Brasília seja “brasiliense”, o termo “candango” acabou por se tornar uma opção tão popular que muitas pessoas nem usam o primeiro, tornando-se uma segunda opção de adjetivo pátrio… Vladimir Carvalho, nome importante da cena documental nacional, ascendeu com um dos nomes do Cinema Novo, participando de produções em sua região. Mas o que um estabelecido documentarista paraibano tem a ver com a história do cinema brasiliense? Muita coisa!

SHAME E O MARTÍRIO DO PRAZER

São poucos os filmes que conseguem retratar tão bem um período ou uma época. Shame (2011) é um filme que aborda sem pudores algumas feridas da sociedade moderna, como a solidão, o individualismo, a busca pelo prazer e os vícios que chegam a provocar vergonha.