Crítica

BOM TRABALHO (1999) E O ESTUDO DA MASCULINIDADE

O que Bom Trabalho nos deixa claro é que os homens, na verdade, ainda têm muito a aprender sobre eles mesmos, principalmente com as mulheres. E que muito do que forma o ideal de um homem é extremamente prejudicial; que o machismo é ruim até para os próprios homens.

DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL (2026) – TODO MUNDO DEVE PARA ALGUÉM

Dinheiro Na Mão é Vendaval (2026) nos joga em uma Curitiba onde dívida, poder e sobrevivência se misturam na trajetória de Fino, um homem à beira do colapso. Entre violência, afeto e crítica social, o curta revela um mundo onde “todo mundo deve pra alguém”. Um universo tenso, humano e profundamente atual, explorando trabalho, desigualdade e as contradições do capitalismo. Vem ler a crítica completa.

EMERGÊNCIA RADIOATIVA E A QUESTÃO FUNDAMENTAL: ATÉ QUANDO?

Universidade Estadual de Goiás e Instituto Federal de Goiás tem cursos superiores de Cinema, nenhuma dessas pessoas são creditadas na série. Goiás tem pelo menos 4 produtoras de cinema, nenhuma auxiliou ou produziu a série. Walter Salles é da família dona do Itaú, Mendonça Filho foi criado no exterior, 3% é criada por um Espanhol e Emergência Radioativa, série sobre o maior desastre radioativo do mundo, ocorrido em Goiânia, sem nenhum goiano na ficha técnica – é uma boa série para começar questionar até quando?

NO MÊS DA MULHER, A ARTE COMO MEMÓRIA CONTRA A VIOLÊNCIA

Isso aqui é muito mais que um texto, é uma reflexão sobre a violência contra as mulheres e o papel da arte como forma de memória e denúncia. A partir de filmes, documentários e narrativas históricas, é possível [e importante] perceber como o audiovisual contribui para compreender e enfrentar essa realidade. Um texto potente que deve, merece e é obrigatório ser lido neste Mês Internacional das Mulheres.

PRÉDIO VAZIO TRANSFORMA A COSTA TURÍSTICA BRASILEIRA EM UM MONUMENTO ASSOMBRADO DO CAPITALISMO SAZIONAL

Rodrigo Aragão transforma um edifício abandonado à beira-mar em muito mais do que um cenário de horror. O filme constrói uma atmosfera inquietante que mistura suspense, estética marcante e uma reflexão perturbadora sobre o turismo sazonal e seus impactos nas cidades brasileiras. Entre fantasmas, corredores decadentes e uma narrativa carregada de simbolismo, a obra revela como certos vazios urbanos podem refletir desigualdades e estruturas sociais invisíveis.

O MENINO QUE DESCOBRIU O VENTO

Entre o cinema, a educação e as urgências climáticas, O Menino que Descobriu o Vento ganha uma leitura que vai além da tela. Neste ensaio crítico, a obra dirigida e protagonizada por Chiwetel Ejiofor é analisada como ferramenta pedagógica, experiência formativa e reflexão política sobre desigualdade, juventude e meio ambiente.

À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964): o clássico brasileiro de Mojica

Entre o medo, a censura e a genialidade, este texto revisita Zé do Caixão como muito mais que um ícone folclórico: um gesto radical de cinema brasileiro. Uma leitura que revela como José Mojica Marins criou um terror enraizado em nossas crenças, medos e contradições. Clique e descubra por que À Meia-Noite Levarei Sua Alma segue perturbando — e orgulhando — o imaginário nacional.